terça-feira, 27 de agosto de 2013

UTILIDADE PÚBLICA - VIA RÁPIDA DÁ CAPACITAÇÃO EM TRNASPORTE

Via Rápida Emprego, programa da Secretaria Estadual de Desenvolvimento Econômico, Ciência e Tecnologia (SDECT), oferece 3.588 vagas em cursos profissionalizantes gratuitos na área de transportes. O objetivo é capacitar quem busca oportunidades no mercado de trabalho ou deseja investir na profissão.
São capacitações intensivas com duração de um a três meses. A inscrição deve ser feita pela internet, no site do Via Rápida Emprego. 
A cidade de São Paulo oferece 380 vagas, com formação em logística básica, motorista de carga, assistente administrativo em transporte, motorista de passageiros e operação de carga com habilitação em operador de empilhadeira. Há também opções em Franco da Rocha, Guarulhos, Mauá, Mogi das Cruzes, Osasco, Santo André, São Bernardo do Campo e São Caetano do Sul. A lista completa de oportunidades está disponível on-line, no site do programa. 
As aulas terão início a partir da segunda quinzena de setembro. 
Serão ministradas por profissionais de Escolas Técnicas (Etecs), Faculdades de Tecnologia (Fatecs) do Estado, Serviço Nacional de Aprendizagem do Transporte (Senat), Serviço Nacional de Aprendizagem Industrial (Senai), Associação para Valorização de Pessoas com Deficiência (Avape) e outras instituições contratadas pelo governo paulista.
Além dessas oportunidades, o programa segue também com inscrições abertas em cursos em outras áreas, como comércio, serviços, indústria, agricultura e construção civil. 
Durante o período de capacitação, os candidatos selecionados receberão material didático e auxílio financeiro de R$ 100 para alimentação e de R$ 150 para o transporte. Desempregados, sem seguro desemprego ou benefício previdenciário também têm direito à bolsa-auxílio mensal de R$ 210. 
A SDECT leva em conta idade, escolaridade e renda familiar dos inscritos. Desempregados e mulheres arrimo de família têm prioridade. 
Para se inscrever, o interessado precisa apresentar RG e CPF. O nível de escolaridade e idade varia de curso para curso. O site do programa informa a relação de capacitações e de vagas disponíveis em cada cidade
Ao clicar em cada formação da lista, é possível conhecer sua descrição e seus objetivos, além da escolaridade exigida. 
Quem não tem acesso à internet, pode procurar os postos do Acessa São Paulo, programa da Secretaria Estadual de Gestão Pública. Neles, monitores treinados auxiliarão no preenchimento do cadastro.

(Fonte: Diário Oficial do Estado de 27/08/2013)

2ª Carta Pastoral à Arquidiocese de São Paulo Ano da fé 2012-2013 - Parte IX


Estamos no Ano da Fé que está sendo contemplado com reflexão baseados em 12 textos da Bíblia os quais publicaremos durante as semanas seguintes, iniciando com um trecho da Carta de apresentação do Cardeal Dom Odilo Pedro Scherer.
Que possam desfrutar desses momentos para que permaneçam firmes da fé não importando por qual situação estejam passando e possamos juntos dizer:
Senhor aumentai a nossa Fé! 






"...O Ano da Fé é, pois, um “tempo favorável” para renovar o conhecimento e apreço pela fé que recebemos, e para a professarmos com firmeza e alegria. Desejo, com esta Carta Pastoral, oferecer a todos os filhos e filhas da amada Arquidiocese de São Paulo uma reflexão motivadora e, ao mesmo tempo, as necessárias orientações para a vivência do Ano da Fé em nossa Comunidade Eclesial Metropolitana, colocada sob o patrocínio do Apóstolo São Paulo, grande missionário, mestre e testemunha da fé!"



9. “Acabei a minha corrida, guardei a fé” (2Tm 4,7)


A perseverança na fé, até o fim, é uma questão crucial na vida de cada um; é uma preocupação que devemos ter sempre e uma graça, que devemos pedir muito a Deus. Jesus exorta os discípulos, de muitas maneiras, a ficarem firmes nas provações, a não serem inconstantes, a não abandonarem a sua companhia e o caminho do discipulado diante das provações: “quem perseverar até o fim, será salvo” (cf Mt 10,22).
Na cultura atual, onde tudo é descartável, tudo vai ao sabor da moda e das tendências do momento, onde tudo é medido pela vantagem imediata, pelo menor esforço e o máximo de satisfação, a perseverança na fé é, certamente, mais difícil. Com facilidade se abandona a fé e a prática da religião, quando não se consegue aquele “resultado” que se almeja mediante a oração e as práticas religiosas. Por vezes, a própria religião é praticada como uma espécie de imposição da vontade humana a Deus, em vez de ser a
humilde e sincera adoração de Deus e a obediência aos seus mandamentos.
Na verdade, isso não é de hoje. Já São Paulo observava, com preocupação: “Vai chegar um tempo em que muitos não suportarão a sã doutrina, mas, conforme seu gosto, se cercarão de mestres, que só atiçam o ouvido.
E assim, deixando de ouvir a verdade, eles se desviarão para as fábulas”. Por isso, ele exorta a Timóteo, seu colaborador: “Diante de Deus e de Jesus Cristo, que há de julgar os vivos e os mortos, eu te peço com insistência: proclama a Palavra, insiste oportuna e inoportunamente, convence, repreende, exorta, com toda a paciência e com a preocupação de ensinar” (cf 2Tm 4,15).
A verdade da fé não é passageira, pois refere-se a Deus e às realidades sobrenaturais e eternas, que não estão sujeitas à volubilidade do tempo e dos nossos gostos. Mas é preciso lembrar sempre: permanecer fiéis e perseverantes na fé, significa mais do que abraçar algumas verdades abstratas e absolutas: é um compromisso pessoal com a pessoa de Deus e com Jesus Cristo, de quem tem origem nossa fé. Por isso, São Paulo podia dizer que fazia tudo por Cristo e que seu viver é Cristo... Os mártires não morreram apenas por “verdades”, mas por Deus e por Cristo, para não serem infiéis a Deus e aos compromissos de consciência para com Ele.
A fé, que não é nutrida constantemente, fica frágil e pode desaparecer.
Condição para perseverar na fé, é alimentá-la constantemente na Palavra de Deus, na oração, na Eucaristia, na participação da vida da comunidade cristã e na prática das virtudes, sobretudo da caridade. A participação regular na Missa dominical é fundamental para permanecermos abertos e sintonizados com o “Mistério da fé”. E, se tivermos a preocupação de ajudar outras pessoas a chegarem a Deus e a encontrarem a fé, também nós teremos a graça de perseverar nela.
No fim da vida, São Paulo, já prisioneiro e à espera do martírio, podia afirmar com serena consciência: “combati o bom combate, terminei a minha corrida, guardei a fé. Agora, fico à espera da coroa de justiça que o Senhor, justo juiz, me dará naquele dia” (cf 2Tm 4,7-8). Oxalá, todos nós possamos dizer o mesmo no final de nossa vida!

segunda-feira, 12 de agosto de 2013

LADAINHA DE NOSSA SENHORA MÃE DO NORDESTE

Senhor, tende piedade de nós.
Jesus Cristo, tende piedade de nós.
Senhor, tende piedade de nós.
Jesus Cristo, ouvi-nos.
Jesus Cristo, atendei-nos.
Deus, Pai dos Céus, tende piedade de nós.
Deus Filho, Redentor do mundo,
Deus Espírito Santo,
Santíssima Trindade, que sois um só Deus,
Santa Maria, rogai por nós.
Mãe de Jesus Cristo,
Puríssima Esposa de São José,
Nossa Senhora Mãe do Nordeste, protegei os nordestinos.
Nossa Senhora dos Prazeres, protegei os alagoanos.
Nossa Senhora da Conceição, protegei os baianos.
Nossa Senhora da vitória, protegei os piauienses.
Nossa Senhora da Glória, protegei os sergipanos.
Nossa Senhora da Apresentação, protegei os potiguas.
Nossa Senhora do Carmo, protegei os pernambucanos.
Nossa Senhora das Neves, protegei os paraibanos.
Nossa Senhora das Dores, protegei os cearenses.
Nossa Senhora Mãe de todos, protegei os maranhenses.
Mãe dos vaqueiros, rogai por nós.
Rainha dos boiadeiros,
Mãe dos cordelistas,
Rainha da justiça,
Mãe dos indigentes,
Rainha dos penitentes,
Mãe das lavadeiras,
Rainha das cozinheiras,
Mãe dos canavieiros,
Rainha dos romeiros,
Mãe dos poetas,
Rainha dos profetas,
Mãe dos caminhoneiros,
Rainha dos sertanejos,
Mãe das parteiras,
Rainha das benzedeiras,
Mãe das costureiras,
Rainha das rendeiras,
Mãe dos camponeses,
Rainha dos artesãos.
Nossa Senhora Mãe do Nordeste, lembrai ao Senhor.
Das crianças desamparadas,
dos menores abandonados, dos jovens exterminados,
dos idosos maltratados,
das famílias desajustadas,
das meninas prostituídas,
dos pobres escravizados,
dos migrantes forçados,
dos corpos sacrificados,
dos trabalhadores ameaçados,
das Igrejas perseguidas,
das Igrejas acomodadas,
dos profetas que não se calam,
dos que morreram por causa da justiça,
das vítimas da seca,
das vítimas da fome,
das vítimas da violência,
das vítimas das drogas,
das vítimas da corrupção,
das vítimas das cercas,
Mãe da Esperança, rogai por nós.
Modelo de fé,
Mãe do puro amor,
Discípula fiel,
Serva do Senhor,
Cantora da libertação,
Protetora das famílias,
Construtora da paz,
Promotora da vida.
Cordeiro de Deus, que tirais os pecados do mundo,
perdoai-nos, Senhor.
Cordeiro de Deus, que tirais os pecados do mundo,
atendei-nos, Senhor.
Cordeiro de Deus, que tirais os pecados do mundo,
tende piedade de nós.
V/. Rogai por nós, santa Mãe de Deus.
R/. Para que sejamos dignos das promessas de Cristo.
Oremos: Senhor Deus, nós Vos suplicamos que concedais a vossos servos lograr perpétua saúde de alma e corpo; e que, pela gloriosa intercessão da bem-aventurada sempre Virgem Maria, sejamos livres da presente tristeza e gozemos da eterna alegria. Por Cristo Nosso Senhor.

Por Pe. Valdiran dos Santos 


2ª Carta Pastoral à Arquidiocese de São Paulo Ano da fé 2012-2013 - Parte VIII


Estamos no Ano da Fé que está sendo contemplado com reflexão baseados em 12 textos da Bíblia os quais publicaremos durante as semanas seguintes, iniciando com um trecho da Carta de apresentação do Cardeal Dom Odilo Pedro Scherer.
Que possam desfrutar desses momentos para que permaneçam firmes da fé não importando por qual situação estejam passando e possamos juntos dizer:
Senhor aumentai a nossa Fé! 




"...O Ano da Fé é, pois, um “tempo favorável” para renovar o conhecimento e apreço pela fé que recebemos, e para a professarmos com firmeza e alegria. Desejo, com esta Carta Pastoral, oferecer a todos os filhos e filhas da amada Arquidiocese de São Paulo uma reflexão motivadora e, ao mesmo tempo, as necessárias orientações para a vivência do Ano da Fé em nossa Comunidade Eclesial Metropolitana, colocada sob o patrocínio do Apóstolo São Paulo, grande missionário, mestre e testemunha da fé!"


8. Fica firme naquilo que aprendeste!

E sabes de quem o aprendeste (cf 2Tm 3,14)

A transmissão da fé aos outros é parte essencial da missão da Igreja; isso foi até mesmo tema da Assembleia do Sínodo dos Bispos, em outubro de 2012, em Roma. De vários modos, a fé precisa ser transmitida de uma geração para outra; se isso não for feito, o dom precioso da fé deixa de ser passado para frente e se extingue.
Ao longo dos tempos, a fé foi geralmente transmitida no seio da família e da comunidade cristã frequentada pela família. Evidentemente, também aconteceu pela ação dos missionários e pregadores, mas sempre no seio da comunidade de fé, que é a herdeira, depositária e testemunha do “patrimônio da fé” da Igreja.

O Magistério da Igreja Católica, no seu âmbito universal, representado pelo Papa e pelos Bispos em comunhão com ele, zela para que a comunidade permaneça fiel à fé e a transmita de modo autêntico; em âmbito local, nas dioceses, os bispos em comunhão com o Papa, com seus padres, têm esta mesma missão de guardiães e mestres da fé. A animação e a condução da comunidade de fé é um serviço essencial da Igreja, recebido e exercido como uma vocação, uma graça divina, um carisma do Espírito Santo.
A Igreja, na sua profissão de fé, faz referência ao “ensinamento dos apóstolos”.

Todas as doutrinas e ensinamentos devem ser confrontados com o testemunho dos Apóstolos, transmitido a nós pela Sagrada Escritura e pela Tradição viva da fé da Igreja. Por isso, o que a Igreja transmite, e nós aprendemos dela no “ensinamento da fé”, não deve ser visto como ideia privada e subjetiva de alguém, ou como uma doutrina particular. É um “patrimônio” da Igreja, comunidade de fé.

A primeira comunidade cristã era perseverante “no ensinamento dos Apóstolos” (cf At 2,42). E São Paulo exorta Timóteo, um jovem Bispo colocado à frente de comunidades formadas a partir de sua pregação: “permanece firme naquilo que aprendeste e aceitaste como verdade. E sabes de quem o aprendeste!” (2Tm 3,14). Timóteo tinha aprendido de Paulo, que já estava na prisão, pronto para ser martirizado, depois de se ter entregue inteiramente por Cristo e pelo Evangelho (cf 1Tm 4,6).

Mas Paulo refere-se também à mãe e à avó de Timóteo, que lhe transmitiram a fé na infância: “recordo-me da fé sincera que há em ti, que habitou primeiro em tua avó, Lóide, e em tua mãe, Eunice” (cf 2Tm 1,5). No Livro do Deuteronômio, Deus ordena aos pais: “gravai estas minhas palavras em vossos corações. Ensinai-as a vossos filhos, falando-lhes delas, seja quando estiverdes sentados em casa, seja andando a caminho” (cf Dt 11,18-19).
Transmitir a fé no Deus dos pais, era um dever sagrado; abandonar a fé herdada dos pais, era impensável!

Também os pais e avós cristãos têm a missão importantíssima da transmissão da fé aos filhos. Ao celebrarem o Sacramento do Matrimônio na Igreja, os esposos prometem, diante de Deus, que irão “educar na fé os filhos, que Deus lhes enviar”. Os pais realizam esta missão quando criam na família um ambiente de fé, com oração freqüente, com sinais e símbolos religiosos na casa, no quarto dos filhos, com o testemunho do santo respeito a Deus, da caridade para com o próximo, da participação na Missa dominical; eles realizam essa missão quando apresentam os filhos para o batismo, ensinando-lhes a conhecer e amar a Deus e os encaminham para a catequese de iniciação à vida cristã e para os Sacramentos. Exorto, portanto, mães e pais a “gerarem” seus filhos também para a fé em Deus! Não há missão mais sublime e meritória!

domingo, 4 de agosto de 2013

2ª Carta Pastoral à Arquidiocese de São Paulo Ano da fé 2012-2013 - Parte VII


Estamos no Ano da Fé que está sendo contemplado com reflexão baseados em 12 textos da Bíblia os quais publicaremos durante as semanas seguintes, iniciando com um trecho da Carta de apresentação do Cardeal Dom Odilo Pedro Scherer.
Que possam desfrutar desses momentos para que permaneçam firmes da fé não importando por qual situação estejam passando e possamos juntos dizer:
Senhor aumentai a nossa Fé! 




"...O Ano da Fé é, pois, um “tempo favorável” para renovar o conhecimento e apreço pela fé que recebemos, e para a professarmos com firmeza e alegria. Desejo, com esta Carta Pastoral, oferecer a todos os filhos e filhas da amada Arquidiocese de São Paulo uma reflexão motivadora e, ao mesmo tempo, as necessárias orientações para a vivência do Ano da Fé em nossa Comunidade Eclesial Metropolitana, colocada sob o patrocínio do Apóstolo São Paulo, grande missionário, mestre e testemunha da fé!"

7. “Eu sei em quem acreditei” (2Tm 1,12)

Na primeira Carta de Pedro, o autor dá instruções aos que haviam aceitado o Evangelho com fé e tinham recebido o Batismo, exortando-os ao crescimento e à perseverança no caminho iniciado; e também lhes aconselha:
“Estai sempre prontos a dar as razões da vossa esperança a todo aquele que vos pedir” (cf 1Pd 3,15). Em outras palavras, Pedro encoraja os fiéis a compreenderem sempre melhor a própria fé, para explicar aos outros por que creem e “como” creem.
Esta recomendação continua valendo ainda hoje para nós. Muitas pessoas são “frias” na fé e não vibram por aquilo que a Igreja crê, e que elas receberam no Batismo, talvez porque não conhecem a fé: só valorizamos e amamos aquilo que conhecemos. Por isso, a fé inicial precisa ser alimentada, para crescer, tornar-se robusta e produzir abundantes frutos de virtude e de vida cristã. Como dá para continuar crendo e praticando a fé, se ela nunca mais é alimentada? 
Talvez esteja aqui a explicação, por quê muitos fiéis católicos não conseguem responder a um questionamento ou provocação sobre a fé católica; e acabam deixando a fé e a Igreja. Como explicar o que não conhecemos, ou aprendemos de maneira equivocada? Como transmitir o que não amamos?
O alimento da fé é a Palavra de Deus, anunciada e acolhida com coração aberto; mas, também, a caridade, a prática da virtude, a Liturgia, a oração pessoal e comunitária, mediante a qual cultivamos nossa familiaridade e amizade com Deus; sem conversa e freqüentação da pessoa amada, não cresce o amor e a amizade... Poderia crescer, florescer e frutificar uma planta sem receber água e cuidados? Sem oração, como poderia crescer a amizade com Deus e dar frutos a fé?
A catequese está a serviço do crescimento e do amadurecimento da fé e da vida cristã. A catequese de iniciação à vida cristã acontece normalmente na infância e na adolescência; mas pode acontecer também na vida adulta. E há uma catequese que acompanha a vida inteira, pois o alimento espiritual não deve faltar ao longo de toda a vida. 
O Catecismo da Igreja Católica é um livro precioso, que todas as famílias deveriam ter em casa, junto com a Bíblia. Ele é indispensável para que as pessoas adultas continuem a estudar e a adquirir, ao longo da vida, uma fé robusta e esclarecida. 
O Papa Bento XVI recomenda que estudemos com intensidade o Catecismo da Igreja Católica. A leitura e o estudo do Catecismo da Igreja Católica também nos darão a possibilidade de resistir às muitas provas e contradições postas à fé e de afirmar, com São Paulo, com firmeza e consciência serena: “Eu sei em quem acreditei!” (2Tm 1,12). Por outro lado, o conhecimento melhor da fé, que a Igreja inteira professa, nos dá a percepção clara de que não estamos sozinhos e cremos com tantos outros, no mundo inteiro; que cremos como tantos outros creram e creem, inclusive santos e mártires, grandes missionários, teólogos, papas e bispos da Igreja, pessoas simples e ilustres, que creram antes de nós e continuam crendo ainda hoje.
Somos fortes na fé quando estamos na comunidade de fé, que também conta com a companhia dos santos e da imensa multidão de irmãos de fé que, durante 20 séculos, cultivaram e testemunharam a fé da Igreja! Nossa fé não é desprezível nem se podem ter enganado todas essas pessoas! Sim, sabemos em quem acreditamos!

terça-feira, 30 de julho de 2013

2ª Carta Pastoral à Arquidiocese de São Paulo Ano da fé 2012-2013 - Parte VI

Estamos no Ano da Fé que está sendo contemplado com reflexão baseados em 12 textos da Bíblia os quais publicaremos durante as semanas seguintes, iniciando com um trecho da Carta de apresentação do Cardeal Dom Odilo Pedro Scherer.
Que possam desfrutar desses momentos para que permaneçam firmes da fé não importando por qual situação estejam passando e possamos juntos dizer:
Senhor aumentai a nossa Fé! 




"...O Ano da Fé é, pois, um “tempo favorável” para renovar o conhecimento e apreço pela fé que recebemos, e para a professarmos com firmeza e alegria. Desejo, com esta Carta Pastoral, oferecer a todos os filhos e filhas da amada Arquidiocese de São Paulo uma reflexão motivadora e, ao mesmo tempo, as necessárias orientações para a vivência do Ano da Fé em nossa Comunidade Eclesial Metropolitana, colocada sob o patrocínio do Apóstolo São Paulo, grande missionário, mestre e testemunha da fé!"



6. “A fé vem da pregação da Palavra de Cristo” (cf Rm 10,17)


A fé é a resposta do homem a Deus, que vem ao seu encontro e se manifesta a ele. A resposta do homem não se dá simplesmente no pensamento, na reflexão intelectual ou num sentimento vago, mas com uma adesão pessoal, que muda a vida e leva a converter-se, como fruto dessa adesão a Deus. A fé, como já dissemos, é resultante de uma dupla ação: do Espírito Santo, que move o coração humano a crer, e da própria pessoa, que diz, com a palavra e a vida: “eu creio!”
A fé, portanto, não é fruto apenas de discursos e esforços humanos; e a Igreja aconselha a buscar a fé, com todo o empenho e oração, e chama à fé mediante o anúncio da Palavra de Deus, que tem o poder de tocar-nos interiormente e de nos levar ao ato de fé. Eis porque o anúncio e a acolhida da Palavra de Deus são tão necessários!
A “pregação” e a acolhida da Palavra podem acontecer de muitas maneiras: na leitura pessoal da Sagrada Escritura, nas celebrações litúrgicas, nos retiros e encontros de formação, na conversa com outras pessoas. O testemunho de vida cristã vivida com dignidade, retidão e caridade, na alegria da fé, também são formas de anúncio.
O anúncio da Palavra de Deus é a primeira e mais importante missão da Igreja; e também é a primeira missão das paróquias e comunidades da Igreja, de todas as instituições e organizações pastorais da Igreja, dos grupos e associações de fiéis, de todas as expressões e formas da Vida Consagrada religiosa ou laical, bem como da própria família cristã. Todas as formas organizadas da Igreja, que a constituem e manifestam ao mundo, têm esta missão primeira: anunciar a Palavra de Deus, para que o mundo creia e encontre a salvação e a vida em Jesus Cristo.
Isto deve fazer-nos refletir muito, se estamos, de fato, cumprindo esta nossa missão, enquanto batizados. Sem o anúncio da Palavra de Deus, a fé não desperta; apenas um pouco de anúncio e escuta da Palavra de Deus, acaba resultando na superficialidade e na fraqueza da fé. Não será verdade que o mundo, ao nosso redor, ou até mesmo dentro de nossa casa e na Comunidade da Igreja, tem fome e sede de ouvir a Palavra de Deus?
O profeta Amós anunciava essa fome e sede de Deus: “Dias virão, oráculo do Senhor Deus, em que hei de mandar à terra uma fome, que não será fome de pão, nem sede de água, mas de ouvir a Palavra do Senhor” (cf Am 8-11). Deus colocou essa fome e sede no coração humano; e encarregou-nos de saciar os famintos e sedentos da Palavra de vida, que também se fez “Pão da vida”, em Jesus Cristo (cf Jo 6).

2ª Carta Pastoral à Arquidiocese de São Paulo Ano da fé 2012-2013 - Parte V

Estamos no Ano da Fé que está sendo contemplado com reflexão baseados em 12 textos da Bíblia os quais publicaremos durante as semanas seguintes, iniciando com um trecho da Carta de apresentação do Cardeal Dom Odilo Pedro Scherer.
Que possam desfrutar desses momentos para que permaneçam firmes da fé não importando por qual situação estejam passando e possamos juntos dizer:
Senhor aumentai a nossa Fé! 



"...O Ano da Fé é, pois, um “tempo favorável” para renovar o conhecimento e apreço pela fé que recebemos, e para a professarmos com firmeza e alegria. Desejo, com esta Carta Pastoral, oferecer a todos os filhos e filhas da amada Arquidiocese de São Paulo uma reflexão motivadora e, ao mesmo tempo, as necessárias orientações para a vivência do Ano da Fé em nossa Comunidade Eclesial Metropolitana, colocada sob o patrocínio do Apóstolo São Paulo, grande missionário, mestre e testemunha da fé!"

5. “Ainda haverá fé sobre a terra?” (Lc 18,8)

Um dia, Jesus fez esta pergunta intrigante aos apóstolos: “O Filho do Homem, quando vier, ainda vai encontrar fé sobre a terra?” (Lc 18,8). A fé, se não é cultivada, pode esfriar e até se extinguir; e, então, a pessoa já não sente nada em relação a Deus, nem se importa em procurar Deus ou em seguir seus Mandamentos; cai no indiferentismo religioso e vai entrando pelo caminho da negação da fé. Quantas vezes ouvimos dizer que alguém “perdeu” a fé, ou abandonou” a fé”...
A fé perdida deixa um vazio muito grande e faz falta na vida; esse vazio acaba sendo preenchido por outras coisas e ocupações, que vão tomando o lugar de Deus na vida das pessoas. A perda da fé não é, geralmente, um ponto de chegada, mas o início de um caminho que leva à idolatria ou à magia, pois o vazio de Deus precisa ser preenchido no coração humano.
Ídolo é tudo aquilo que toma o lugar de Deus. Muitas vezes, o próprio homem quer tomar o lugar de Deus, proclamando-se o “deus” de si mesmo; esta tentação é tão antiga como a humanidade e, já no paraíso terrestre, Adão e Eva caíram nela: “sereis como Deus!” (cf Gn 3,5).
O abandono da fé em Deus é uma realidade preocupante.
Vivemos um tempo de crise de fé, que se caracteriza pela superficialidade na adesão a Deus e às verdades da fé proclamadas pela Igreja; o subjetivismo leva facilmente as pessoas a escolherem o que mais gostam e traz mais vantagem, em vez daquilo que é “verdade”. Muitos não conhecem mais qual é a nossa fé, nem sabem explicar a si ou aos outros aquilo que faz parte da nossa fé; podemos falar de um analfabetismo religioso bastante comum. Há também a fé apenas vaga e superficial, que não é regularmente
alimentada mediante a prática religiosa e a participação na vida da Igreja, onde a fé pode tornar-se esclarecida e forte. Há ainda o lamentável abandono da fé e da prática religiosa católica, a “migração” de religião para religião, sem aderir com convicção e firmeza a nenhuma. Isso acaba levando ao indiferentismo.
Não é novidade e esses fatos sempre existiram; mas hoje preocupa a dimensão que esse fenômeno alcançou; a pergunta de Jesus manifesta a sua preocupação com relação ao esvaziamento e à perda da fé. Também hoje, isso não pode deixar tranqüilo a ninguém que tem fé firme e ama sua fé e a Igreja, zeladora, testemunha e transmissora da fé herdada dos Apóstolos. É por isso que celebramos o Ano da Fé, proclamado pelo Papa Bento XVI: é
uma ocasião de ouro para uma nova tomada de consciência sobre a nossa fé, para o seu testemunho e proclamação pública e para intensificar a transmissão da fé aos outros.
São Paulo fala dos “filhos na fé” (cf 1Tm 1,2), que ele gerou para a fé em Cristo Jesus mediante o anúncio do Evangelho (cf 1Cor 4,15). Quantos já ajudamos a “nascerem para a fé”? Seria muita pena se nós não transmitíssemos nossa fé aos outros, se esse tesouro precioso fosse enterrado conosco, sem que o tenhamos passado a outros... Seria a falência da missão da Igreja e a frustração da nossa vocação de discípulos de Jesus, enviados ao mundo como missionários para anunciar a Boa Nova a todos os povos, em todos
os tempos (cf Mt 28,19).