sexta-feira, 20 de dezembro de 2013

EXORTAÇÃO APOSTÓLICA DE PAPA FRANCISCO - PARTE II

SOBRE O ANÚNCIO DO EVANGELHO NO MUNDO ATUAL
AO EPISCOPADO, AO CLERO ÀS PESSOAS CONSAGRADAS E AOS FIÉIS LEIGOS


2. A doce e reconfortante alegria de evangelizar


9. O bem tende sempre a comunicar-se. Toda a experiência autêntica de verdade e de beleza procura, por si mesma, a sua expansão; e qualquer pessoa que viva uma libertação profunda adquire maior sensibilidade face às necessidades dos outros. E, uma vez comunicado, o bem radica-se e desenvolve-se. Por isso, quem deseja viver com dignidade e em plenitude, não tem outro caminho senão reconhecer o outro e buscar o seu bem. Assim, não nos deveriam surpreender frases de São Paulo como estas: «O amor de Cristo nos absorve completamente» (2 Cor 5, 14); «ai de mim, se eu não evangelizar!» (1 Cor 9, 16).

10. A proposta é viver a um nível superior, mas não com menor intensidade: «Na doação, a vida se fortalece; e se enfraquece no comodismo e no isolamento. De facto, os que mais desfrutam da vida são os que deixam a segurança da margem e se apaixonam pela missão de comunicar a vida aos demais». Quando a Igreja faz apelo ao compromisso evangelizador, não faz mais do que indicar aos cristãos o verdadeiro dinamismo da realização pessoal: «Aqui descobrimos outra profunda lei da realidade: “A vida se alcança e amadurece à medida que é entregue para dar vida aos outros”. Isto é, definitivamente, a missão». Consequentemente, um evangelizador não deveria ter constantemente uma cara de funeral. Recuperemos e aumentemos o fervor de espírito, «a suave e reconfortante alegria de evangelizar, mesmo quando for preciso semear com lágrimas! (...) E que o mundo do nosso tempo, que procura ora na angústia ora com esperança, possa receber a Boa Nova dos lábios, não de evangelizadores tristes e descoroçoados, impacientes ou ansiosos, mas sim de ministros do Evangelho cuja vida irradie fervor, pois foram quem recebeu primeiro em si a alegria de Cristo».

Uma eterna novidade

11. Um anúncio renovado proporciona aos crentes, mesmo tíbios ou não praticantes, uma nova alegria na fé e uma fecundidade evangelizadora. Na realidade, o seu centro e a sua essência são sempre o mesmo: o Deus que manifestou o seu amor imenso em Cristo morto e ressuscitado. Ele torna os seus fiéis sempre novos; ainda que sejam idosos, «renovam as suas forças. Têm asas como a águia, correm sem se cansar, marcham sem desfalecer» (Is 40, 31). Cristo é a «Boa-Nova de valor eterno» (Ap 14, 6), sendo «o mesmo ontem, hoje e pelos séculos» (Heb 13, 8), mas a sua riqueza e a sua beleza são inesgotáveis. Ele é sempre jovem, e fonte de constante novidade. A Igreja não cessa de se maravilhar com a «profundidade de riqueza, de sabedoria e de ciência de Deus» (Rm 11, 33). São João da Cruz dizia: «Esta espessura de sabedoria e ciência de Deus é tão profunda e imensa, que, por mais que a alma saiba dela, sempre pode penetrá-la mais profundamente». Ou ainda, como afirmava Santo Ireneu: «Na sua vinda, [Cristo] trouxe consigo toda a novidade». Com a sua novidade, Ele pode sempre renovar a nossa vida e a nossa comunidade, e a proposta cristã, ainda que atravesse períodos obscuros e fraquezas eclesiais, nunca envelhece. Jesus Cristo pode romper também os esquemas enfadonhos em que pretendemos aprisioná-Lo, e surpreende-nos com a sua constante criatividade divina. Sempre que procuramos voltar à fonte e recuperar o frescor original do Evangelho, despontam novas estradas, métodos criativos, outras formas de expressão, sinais mais eloquentes, palavras cheias de renovado significado para o mundo actual. Na realidade, toda a acção evangelizadora autêntica é sempre «nova».

12. Embora esta missão nos exija uma entrega generosa, seria um erro considerá-la como uma heroica tarefa pessoal, dado que ela é, primariamente e acima de tudo o que possamos sondar e compreender, obra de Deus. Jesus é «o primeiro e o maior evangelizador». Em qualquer forma de evangelização, o primado é sempre de Deus, que quis chamar-nos para cooperar com Ele e impelir-nos com a força do seu Espírito. A verdadeira novidade é aquela que o próprio Deus misteriosamente quer produzir, aquela que Ele inspira, aquela que Ele provoca, aquela que Ele orienta e acompanha de mil e uma maneiras. Em toda a vida da Igreja, deve-se sempre manifestar que a iniciativa pertence a Deus, «porque Ele nos amou primeiro» (1 Jo 4, 19) e é «só Deus que faz crescer» (1 Cor 3, 7). Esta convicção permite-nos manter a alegria no meio duma tarefa tão exigente e desafiadora que ocupa inteiramente a nossa vida. Pede-nos tudo, mas ao mesmo tempo dá-nos tudo.

13. E também não deveremos entender a novidade desta missão como um desenraizamento, como um esquecimento da história viva que nos acolhe e impele para diante. A memória é uma dimensão da nossa fé, que, por analogia com a memória de Israel, poderíamos chamar «deuteronómica». Jesus deixa-nos a Eucaristia como memória quotidiana da Igreja, que nos introduz cada vez mais na Páscoa (cf. Lc 22, 19). A alegria evangelizadora refulge sempre sobre o horizonte da memória agradecida: é uma graça que precisamos de pedir. Os Apóstolos nunca mais esqueceram o momento em que Jesus lhes tocou o coração: «Eram as quatro horas da tarde» (Jo 1, 39). A memória faz-nos presente, juntamente com Jesus, uma verdadeira «nuvem de testemunhas» (Heb 12, 1). De entre elas, distinguem-se algumas pessoas que incidiram de maneira especial para fazer germinar a nossa alegria crente: «Recordai-vos dos vossos guias, que vos pregaram a palavra de Deus» (Heb 13, 7). Às vezes, trata-se de pessoas simples e próximas de nós, que nos iniciaram na vida da fé: «Trago à memória a tua fé sem fingimento, que se encontrava já na tua avó Lóide e na tua mãe Eunice» (2 Tm 1, 5). O crente é, fundamentalmente, «uma pessoa que faz memória».

NATAL, FESTA DA VIDA!!


 

Aos nossos irmãos e irmãs da Fraternidade Missionária Emaús, colaboradores e amigos, nossos votos de boas festas natalinas.

O Natal de Jesus de Nazaré nos irmana, ilumina e promove a 'cultura do encontro', como ensina o papa Francisco. O natal também é a festa da acolhida de um Deus que se faz humano para nos tornar divinos.

Só contemplando a face de Deus na fragilidade de uma criança é que podemos entender a loucura do amor, levado às últimas consequencias. É por esse amor que: "o verbo se fez carne e habitou entre nós." (Jo 1,14)

Esse amor divino-humano é que nos leva a lutar pela plenitude da vida! Vida de milhões de seres humanos, destruídas pela fome, violência, tráfico humano, migrações forçadas...; frutos da ganância, da prepotência e da corrupção dos Herodes de hoje que se alimentam da dor, do sofrimento, do sangue derramado de "massas sobrantes", "descartáveis" que não contam para o sistema capitalista selvagem; simplesmente porque não pode entrar na dinâmica malvada do consumo, nem prestar culto ao deus mercado, devorador de vidas humanas e da natureza.

É pelo Amor que se fez carne, que lutamos freneticamente contra a morte dos inocentes, relegados pela sociedade como se fossem nada. Lutamos pela dignidade das pessoas, pela justiça e pelos direitos que nos são negados;            na certeza de que, na ternura de uma criança, na força da mulher e na alegria do natal, irrompem a força da vida, a grandeza do amor, o vigor da esperança e a certeza da vitória! E assim, sempre será natal. Feliz natal e abençoado ano novo de luta sempre!


Pe. Valdiran Santos

terça-feira, 10 de dezembro de 2013

EXORTAÇÃO APOSTÓLICA DE PAPA FRANCISCO - PARTE I


SOBRE O ANÚNCIO DO EVANGELHO NO MUNDO ATUAL
AO EPISCOPADO, AO CLERO ÀS PESSOAS CONSAGRADAS E AOS FIÉIS LEIGOS


1. A ALEGRIA DO EVANGELHO enche o coração e a vida inteira daqueles que se encontram com Jesus. Quantos se deixam salvar por Ele são libertados do pecado, da tristeza, do vazio interior, do isolamento. Com Jesus Cristo, renasce sem cessar a alegria. Quero, com esta Exortação, dirigir-me aos fiéis cristãos a fim de os convidar para uma nova etapa evangelizadora marcada por esta alegria e indicar caminhos para o percurso da Igreja nos
próximos anos.

1. Alegria que se renova e comunica.

2. O grande risco do mundo actual, com sua múltipla e avassaladora oferta de consumo, é uma tristeza individualista que brota do coração comodista e mesquinho, da busca desordenada de prazeres superficiais, da consciência isolada. Quando a vida interior se fecha nos próprios interesses, deixa de haver espaço para os outros, já não entram os pobres, já não se ouve a voz de Deus, já não se goza da doce alegria do seu amor, nem fervilha o entusiasmo de fazer o bem. Este é um risco, certo e permanente, que correm também os crentes. Muitos caem nele, transformando-se em pessoas ressentidas, queixosas, sem vida. Esta não é a escolha duma vida digna e plena, este não é o desígnio que Deus tem para nós, esta não é a vida no Espírito que jorra do coração de Cristo
ressuscitado. 

3. Convido todo o cristão, em qualquer lugar e situação que se encontre, a renovar hoje mesmo o seu encontro pessoal com Jesus Cristo ou, pelo menos, a tomar a decisão de se deixar encontrar por Ele, de O procurar dia a dia sem cessar. Não há motivo para alguém poder pensar que este convite não lhe diz respeito, já que «da alegria trazida pelo Senhor ninguém é excluído». Quem arrisca, o Senhor não o desilude; e, quando alguém dá um pequeno passo em direcção a Jesus, descobre que Ele já aguardava de braços abertos a sua chegada. Este é o momento para dizer a Jesus Cristo: «Senhor, deixei-me enganar, de mil maneiras fugi do vosso amor, mas aqui estou novamente para renovar a minha aliança convosco. Preciso de Vós. Resgatai-me de novo, Senhor; aceitai-me mais uma vez nos vossos braços redentores». Como nos faz bem voltar para Ele, quando nos perdemos! Insisto uma vez mais: Deus nunca Se cansa de perdoar, somos nós que nos cansamos de pedir a sua misericórdia. Aquele que nos convidou a perdoar «setenta vezes sete» (Mt 18, 22) dá-nos o exemplo: Ele perdoa setenta vezes sete. Volta uma vez e outra a carregar-nos aos seus ombros. Ninguém nos pode tirar a dignidade que este amor infinito e inabalável nos confere. Ele permite-nos levantar a cabeça e recomeçar, com uma ternura que nunca nos defrauda e sempre nos pode restituir a alegria. Não fujamos da ressurreição de Jesus; nunca nos demos por mortos, suceda o que suceder. Que nada possa mais do que a sua vida que nos impele para diante! 

4. Os livros do Antigo Testamento preanunciaram a alegria da salvação, que havia de tornar-se superabundante nos tempos messiânicos. O profeta Isaías dirige-se ao Messias esperado, saudando-O com regozijo: «Multiplicaste a alegria, aumentaste o júbilo» (9, 2). E anima os habitantes de Sião a recebê-Lo com cânticos: «Exultai de alegria!» (12, 6). A quem já O avistara no horizonte, o profeta convida-o a tornar-se mensageiro para os outros: «Sobe a um alto monte, arauto de Sião! Grita com voz forte, arauto de Jerusalém» (40, 9). A criação inteira participa nesta alegria da salvação: «Cantai, ó céus! Exulta de alegria, ó terra! Rompei em exclamações, ó montes! Na verdade, o Senhor consola o seu povo e se compadece dos desamparados» (49, 13). Zacarias, vendo o dia do Senhor, convida a vitoriar o Rei que chega «humilde, montado num jumento»: «Exulta de alegria, filha de Sião! Solta gritos de júbilo, filha de Jerusalém! Eis que o teu rei vem a ti. Ele é justo e vitorioso» (9, 9). Mas o convite mais tocante talvez seja o do profeta Sofonias, que nos mostra o próprio Deus como um centro irradiante de festa e de alegria, que quer comunicar ao seu povo este júbilo salvífico. Enche-me de vida reler este texto: «O Senhor, teu Deus, está no meio de ti como poderoso salvador! Ele exulta de alegria por tua causa, pelo seu amor te renovará. Ele dança e grita de alegria por tua causa» (3, 17). É a alegria que se vive no meio das pequenas coisas da vida quotidiana, como resposta ao amoroso convite de Deus nosso Pai: «Meu filho, se tens com quê, trata-te bem (...). Não te prives da felicidade presente» (Sir 14, 11.14). Quanta ternura paterna se vislumbra por detrás destas palavras!

5. O Evangelho, onde resplandece gloriosa a Cruz de Cristo, convida insistentemente à alegria. Apenas alguns exemplos: «Alegra-te» é a saudação do anjo a Maria (Lc 1, 28). A visita de Maria a Isabel faz com que João salte de alegria no ventre de sua mãe (cf. Lc 1, 41). No seu cântico, Maria proclama: «O meu espírito se alegra em Deus, meu Salvador» (Lc 1, 47). E, quando Jesus começa o seu ministério, João exclama: «Esta é a minha alegria! E tornou-se completa!» (Jo 3, 29). O próprio Jesus «estremeceu de alegria sob a acção do Espírito Santo» (Lc 10, 21). A sua mensagem é fonte de alegria: «Manifestei-vos estas coisas, para que esteja em vós a minha alegria, e a vossa alegria seja completa» (Jo 15, 11). A nossa alegria cristã brota da fonte do seu coração transbordante. Ele promete aos seus discípulos: «Vós haveis de estar tristes, mas a vossa tristeza há-de converter-se em alegria» (Jo 16, 20). E insiste: «Eu hei-de ver-vos de novo! Então, o vosso coração há-de alegrar-se e ninguém vos poderá tirar a vossa alegria» (Jo 16, 22). Depois, ao verem-No ressuscitado, «encheram-se de alegria» (Jo 20, 20). O livro dos Actos dos Apóstolos conta que, na primitiva comunidade, «tomavam o alimento com alegria» (2, 46). Por onde passaram os discípulos, «houve grande alegria» (8, 8); e eles, no meio da perseguição, «estavam cheios de alegria» (13, 52). Um eunuco, recém-baptizado, «seguiu o seu caminho cheio de alegria» (8, 39); e o carcereiro «entregou-se, com a família, à alegria de ter acreditado em Deus» (16, 34). Porque não havemos de entrar, também nós, nesta torrente de alegria?

6. Há cristãos que parecem ter escolhido viver uma Quaresma sem Páscoa. Reconheço, porém, que a alegria não se vive da mesma maneira em todas as etapas e circunstâncias da vida, por vezes muito duras. Adapta-se e transforma-se, mas sempre permanece pelo menos como um feixe de luz que nasce da certeza pessoal de, não obstante o contrário, sermos infinitamente amados. Compreendo as pessoas que se vergam à tristeza por causa das graves dificuldades que têm de suportar, mas aos poucos é preciso permitir que a alegria da fé comece a despertar, como uma secreta mas firme confiança, mesmo no meio das piores angústias: «A paz foi desterrada da minha alma, já nem sei o que é a felicidade (…). Isto, porém, guardo no meu coração; por isso, mantenho a esperança. É que a misericórdia do Senhor não acaba, não se esgota a sua compaixão. Cada manhã ela se renova; é grande a tua fidelidade. (...) Bom é esperar em silêncio a salvação do Senhor» (Lm 3, 17.21-23.26). 

7. A tentação apresenta-se, frequentemente, sob forma de desculpas e queixas, como se tivesse de haver inúmeras condições para ser possível a alegria. Habitualmente isto acontece, porque «a sociedade técnica teve a possibilidade de multiplicar as ocasiões de prazer; no entanto ela encontra dificuldades grandes no engendrar também a alegria». Posso dizer que as alegrias mais belas e espontâneas, que vi ao longo da minha vida, são as alegrias de pessoas muito pobres que têm pouco a que se agarrar. Recordo também a alegria genuína daqueles que, mesmo no meio de grandes compromissos profissionais, souberam conservar um coração crente, generoso e simples. De várias maneiras, estas alegrias bebem na fonte do amor maior, que é o de Deus, a nós manifestado em Jesus Cristo. Não me cansarei de repetir estas palavras de Bento XVI que nos levam ao centro do Evangelho: «Ao início do ser cristão, não há uma decisão ética ou uma grande ideia, mas o encontro com um acontecimento, com uma Pessoa que dá à vida um novo horizonte e, desta forma, o rumo decisivo». 

8. Somente graças a este encontro – ou reencontro – com o amor de Deus, que se converte em amizade feliz, é que somos resgatados da nossa consciência isolada e da auto-referencialidade. Chegamos a ser plenamente humanos, quando somos mais do que humanos, quando permitimos a Deus que nos conduza para além de nós mesmos a fim de alcançarmos o nosso ser mais verdadeiro. Aqui está a fonte da acção evangelizadora. Porque, se alguém acolheu este amor que lhe devolve o sentido da vida, como é que pode conter o desejo de o comunicar aos outros? 
(Continua....)

segunda-feira, 4 de novembro de 2013

UTILIDADE PÚBLICA I


Atividades para terceira
idade no CRI-Norte


Aulas de dança, ginástica, bordado, tricô e crochê, vôlei, bocha, ioga, cursos de idioma, flauta e violão, pintura em tela e tecido, sessões de cinema, bailes e saraus são algumas das mais de 50 atividades que o Centro de Referência do Idoso de Santana (CRI-Norte) oferece aos maiores de 60 anos moradores do entorno. Além da prática dessas atividades, os participantes ampliam o convívio social, que é um aliado no combate à depressão, doença bastante comum nessa faixa etária. O CRI-Norte também oferece atendimento médico aos idosos que são encaminhados pelas Unidades Básicas de Saúde (UBSs) da região. Outro trabalho do CRI é a prevenção e diagnóstico precoce de problemas que costumam acometer o idoso.
Qualquer pessoa com 60 anos ou mais pode se inscrever para participar das atividades do CRI, que são gratuitas. Já o atendimento médico é feito exclusivamente por encaminhamento das UBS.

Local: CRI-Norte
Rua Augusto Tolle, 978 ou Rua Voluntários da Pátria, 4.301, Madaqui, São Paulo Informações: (11) 2972-9218 (das 8 às 17h30), www.crinorte.org.br, convivência crinorte.org.br

Fonte: Diário Oficial do Estado - 02/11/2013

UTILIDADE PÚBLICA

Cursinho pré-vestibular on-line e gratuito

A Secretaria Estadual da Educação ampliou o atendimento do seu cursinho pré-vestibular on-line para todos os cerca de 1,8 milhão de alunos do ensino médio das escolas estaduais.
Anteriormente o curso estava disponível apenas para os estudantes da 3ª série do ensino médio. 
Não é necessário fazer matrícula, basta acessar o site www.educacao.sp.gov.br/evesp/cursos e efetuar o cadastro, informando o registro do aluno (RA). 
O conteúdo do cursinho é interativo e também dispõe de simulados baseados nos principais vestibulares, além de um simulado preparatório para o Enem. O aluno receberá orientação, com indicações dos conteúdos e materiais de referência que devem ser aprofundados em cada assunto e que podem ser levados para a sala de aula e discutidos com os professores.

Fonte: Diário Oficial do Estado - 02/11/2013

quinta-feira, 31 de outubro de 2013

REPORTAGEM DO JORNAL O SÃO PAULO - MÊS DAS MISSÕES


Fraternidade de Emaús: 13anos em missão popular


Daniel Gomes
Redação

Espalhados em três paróquias da Região Episcopal Brasilândia – São Luis Maria Grignion Montfort, Santa Terezinha e Nossa Senhora Aparecida, da Vila Souza, – os 20 integrantes da Fraternidade Missionária de Emaús (FME) levam adiante as atividades dessa missão popular surgida em outubro de 2000, “como resposta concreta à realidade do povo, sendo presença da Igreja Católica na periferia junto aos empobrecidos e aos jovens e aos migrantes”, como explicou, ao O SÃO PAULO, padre Valdiran Ferreira dos Santos, fundador e responsável pela Fraternidade.

“Todos os membros da Fraternidade são engajados em pastorais, Catequese, coordenações e ministérios nas comunidades. Há um grupo que acompanha o povo em situação de rua, no bairro da Cachoeirinha e na Pastoral de Rua, também participamos de missões no norte e sul de Minas Gerais e no Nordeste do País e acompanhamos jovens e adolescentes em situação de risco, encaminhando alguns dependentes químicos para tratamento”, explicou o Padre.

Participante da FME há seis anos, Ernandes Teones, 46, coordena o grupo Bom Samaritano, que atua junto à população em situação de rua, com iniciativas de evangelização e de conscientização sobre os direitos que possuem.

“Quando vi nos estatutos da Fraternidade que o carisma era acolher o jovem, o pobre e o migrante, isso me chamou
a atenção. Esse carisma é minha vida, ir à busca daqueles
que são mais pobres.”

De acordo com Ernandes, os que acompanham pela primeira vez as visitas da FME nas ruas se surpreendem com a forma carinhosa e respeitosa com que são recebidos. “O papa Francisco vem citando que temos que ir ao encontro de quem necessita”, complementou.

Ciente do estímulo à cultura do encontro propagada pelo Papa, Maria Helena Freire, 52, participante da Fraternidade desde outubro de 2010, ressaltou que viver em missão “é sair e levar esperança ao povo” e “não ficar
nas quatro paredes”.

Para o padre Valdiran, a Fraternidade tem atendido ao apelo da cultura do encontro “respondendo uma das características do nosso carisma, que é a acolhida”, disse, complementando que há atenção à formação dos leigos, “preparando-os para as missões em paróquias e comunidades. Organizamos visitas missionárias, encontros
específicos com crianças, jovens, com homens,com mulheres e com casais e momentos de místicas ou celebração eucarística após as visitas”.

Os trabalhos da FME podem ser conhecidos no blog http://fraternidademissionariaemaus.blogspot.com.br.